JORNAL QUIXOTE

COMEMORANDO 10 ANOS. “QUIXOTE - A ARTE PRECISA”

Quixote Art & Eventos

 

A Quixote Art & Eventos, empresa de produção de eventos e consultoria em Gestão Cultural publica o Jornal Quixote.

ANDARILHA

Domingo, 30 de Agosto de 2009

Por Marilza Conceição

Observava os prédios construídos sobre as carcaças dos antigos. Novas lojas vestiram as velhas. Através da transparência da vitrine a memória revisitou o bar do Demétrio, onde ruidosos cilindros de metal batiam massa de sorvete. Morango e creme, cores diferentes de mesmo sabor. Na casa ao lado o armazém de secos e molhados, oferecia azeite, alho, cebola, batata, arroz, feijão, farinha, sabão, manteiga, canecas esmaltadas e como atração, dois gatos enrodilhados em cima do balcão de madeira, ladeados pelo fumo de rolo e a balança Filizola vermelha. No canto, um vidro separava o armarinho, onde a mãe se aviava de linhas, sinhaninhas e botões.

A porta ao fundo, atrás do balcão, separava a loja da residência da família. Cruzando-a deparava-se com a sala enorme mobiliada com sobriedade e o corredor que comunicava-se com os quartos. Como aquela gente era rica! Um inusitado alçapão conduzia ao térreo, onde ficava a cozinha. Para ela, descer através daquele buraco no chão, era motivo de alegria tão bom quanto receber um prêmio, pois não era permitido a clientes ultrapassar os limites do balcão. Nas vezes em que estivera à mesa com as crianças da casa, olhava para a escada quando descia alguém e sabia pelos pés se era a mãe, a avó, ou a tia. Fato corriqueiro para as crianças que olhavam de relance e retomavam suas lições, no mesmo instante. A pessoa ia aparecendo aos poucos: primeiro os pés, depois as pernas, o corpo, as mãos no corrimão e a cabeça. Pronto, estava aparecida a pessoa. Isto produzia um efeito mágico. Um dia, passeou por todos os cômodos da casa durante o velório do avô. As horas não lhe foram custosas, pelo contrário, possibilitou uma investigação completa.

O passado adormecido naquelas paredes não se materializa mesmo que ela insista em ficar parada na frente daquele vidro. O que é feito da gente que morava aqui?

O devaneio durou os instantes que se demora para olhar uma vitrine de loja. Sapatos são vendidos agora. Barulho de trânsito, som do presente. Ela caminha até o fim da quadra, sobre suas pegadas de menina. A memória remete a outras memórias. Somos atravessados pela memória e a lembrança é uma coisa que não se esgota nela mesma. Exatamente por esses sonhos causados pela lembrança nós inventamos a nostalgia.

Edição n° 26 - Jornal Quixote

Domingo, 30 de Agosto de 2009

jonral - jonral

na foto Simone de Moura - leitora assídua do Jornal Quixote

Acontece nos dias 31 de julho e 01 de agosto, sexta das 18h às 22h e no sábado das 8h30 ás 16h30, na cidade de Curitiba, mais uma edição do módulo 01 do Curso Modular de Gestão Cultural.
O mesmo módulo será apresentado ainda nos dias 14 e 15 de agosto em Florianópolis e nos dias 21 e 22 de agosto na cidade de Porto Alegre. Lembramos que esta será a última apresentação destes módulos neste ano de 2009.

O foco principal do módulo é a Lei Rouanet, lei federal de incentivo a cultura, apresentando aos participantes o seu funcionamento atual e todas as possibilidades de mudanças propostas pelo Ministério da Cultura, propostas estas que tem gerado uma série de discussões e debates por todo o país.

Além do mecanismo de funcionamento da Lei Rouanet, mecânica e aspectos jurídicos, o módulo 01 apresenta também os procedimentos para o cadastramento de projetos, noções gerais sobre captação de recursos e dicas para o desenvolvimento do planejamento e a formatação de projetos. Este módulo é ministrado integralmente pelo consultor Marcelo Miguel, que nos últimos anos já atendeu mais de 6.000 pessoas em seus cursos e treinamentos sobre a Lei Rouanet. “O diferencial dos nossos cursos, é que muito mais do que uma aula, o curso acaba se transformando num trabalho de consultoria dirigida, pois muitas vezes os debates e os temas abordados são direcionados conforme o interesse dos participantes. De qualquer maneira fico feliz com os resultados obtidos nos últimos anos e percebo que a satisfação de quem participa de nossos cursos é sempre muito positiva” destaca o instrutor.

Lembramos que as inscrições efetuadas somente neste módulo até o dia 30 de julho terão um valor promocional de R$ 120,00 (Cento e Vinte Reais), enquanto a inscrição em todos os módulos também estará oferecendo a possibilidade de desconto. Outras informações podem ser obtidas através do email cursos@quixoteart.com.br.

O Curso em Curitiba acontece no auditório do Hotel Duomo Park localizado na Rua Visconde do Rio Branco, n° 1710, próximo a Rua 24 horas, região central da cidade.
Mais informações visite:www.quixoteart.com.br

curso de gest  o cultural NOVO 1 - curso de gest  o cultural NOVO 1

Curso Completo de Gestão Cultural

Quarta, 15 de Abril de 2009

Como funciona o curso

O Curso Completo de Gestão Cultural tem por objetivo auxiliar gestores e produtores culturais no processo de qualificação e capacitação, apresentando de forma ampla questões pertinentes ao cotidiano daqueles que atuam com a produção cultural, seja na esfera pública, seja em entidades do terceiro setor ou empresas de produção de eventos.

Neste curso você terá contato com instrutores capacitados que lhe proporcionarão entendimento sobre todas as fases de um projeto cultural, desde a sua idealização até a prestação de contas após a execução do projeto.

O Curso Completo de Gestão Cultural foi organizado em módulos. São oito (08) módulos, com 08 horas aula cada um. Somente o módulo 01 apresentará 12 horas/aula. Desta forma, a carga horária total será de 68 horas/aula.

Como o curso está organizado em módulos o aluno que não quiser participar do Curso Completo poderá se inscrever apenas nos módulos de seu interesse específico.

Confira o conteúdo de cada módulo:

• Módulo 01 – Planejamento e a Formatação de Projetos Culturais e a Captação de Recursos Através da Lei Rouanet;

• Módulo 02 – Políticas Públicas Para a Cultura – Conhecendo o Sistema Nacional de Cultura;

• Módulo 03 – Cultura X Terceiro Setor – A Cultura como Instrumento de Transformação Social;

• Módulo 04 – Comunicação e Cultura – Assessoria de Imprensa voltada para Projetos Culturais;

• Módulo 05 – Gerenciamento de Projetos Culturais e Legislação Aplicada ao Setor Cultural;

• Módulo 06 – Produção Executiva para Shows e Produções Teatrais – Gestão de Eventos;

• Módulo 07 – Produção Executiva para Projetos Audiovisuais – Conhecendo a Lei do Audiovisual,

• Módulo 08 – Gestão de Projetos de Turismo Cultural e Patrimônio Cultural.

Público Alvo e Requisitos

Este curso é indicado para Artistas, Agentes e Produtores Culturais, Gestores de Órgãos Públicos, Integrantes de entidades do Terceiro Setor, Alunos e professores de cursos ligados ao segmento cultural e ao turismo, Profissionais de comunicação e gestão cultural; Arte-Educadores e Interessados em arte e cultura de forma geral.

Não existem pré-requisitos para a participação no Curso Completo de Gestão Cultural. A única restrição é de que o participante deva ser maior de 16 anos, alfabetizado e faça a devida quitação da taxa de inscrição.

> Investimento e Inscrições [clique aqui]

Nosso curso é oferecido em quatro capitais brasileiras:
SÃO PAULO/SP, CURITIBA/PR, FLORIANÓPOLIS/SC E PORTO ALEGRE/RS

> Confira nossa Agenda [clique aqui]

> Nossos Instrutores [clique aqui]

Benefícios

Todos os alunos regularmente inscritos receberão um Kit (por módulo) contendo uma cartilha/apostila com os temas abordados, e mais um CD de dados apresentando arquivos em power point com o resumo das aulas, legislação pertinente aos temas, formulários relacionados, textos de apoio e mais alguns vídeos de palestras sobre temas correlatos, e exclusivamente no módulo 1, receberão também os formulários básicos para a apresentação de projetos para obtenção dos benefícios da Lei Rouanet, e de modelos de documentos utilizados no processo de gerenciamento destes projetos culturais.

Os alunos que participarem do Curso Completo de Gestão Cultural com 75% de presença nas horas aulas receberão um CERTIFICADO DE PARTICIPAÇÃO.

A cada módulo o participante receberá uma DECLARAÇÃO DE PARTICIPAÇÃO quando solicitada, e ao final do curso completo, emitiremos um CERTICADO DE PARTICIPAÇÃO com a carga horária total, desde que o aluno tenha atingido os 75% de presença na carga horária total do curso.

> Conheça a Quixote Art & Eventos [clique aqui]

Se você tem alguma dúvida escreva para cursos@quixoteart.com.br

Quarta, 15 de Abril de 2009

3 poemas, fogueira & cadeira elétrica

Domingo, 15 de Fevereiro de 2009

Desde o Bush pai, acumulei uma aversão sem cura pelo fascismo exercido pelo Tio Sam. Aversão, creio eu, compartilhada com a maior parte da raça, sã, humana. Naturalmente, escrevi coisas sobre, desenhei outras, e até tentei montar um desespetáculo, de nome Bushitler. Neste, quatro atores contariam, simultaneamente, duas histórias. De um lado do palco, a de dois americanos, um deles hispânico, afetado pelo nacionalismo e pela ilusão de que os deuses estão do seu lado. O segundo, um pacato lenhador. Doutro, dois muçulmanos. O extremamente radical e seu colega altruísta e sonhador. Porém, toda em árabe, inglês e español, com a guerra de fundo, um final infeliz e com quase duas horas de duração, jamais citando o nome George, só poderia continuar no papel. Foi em 2002, quando, pela última vez, desisti do teatro. Na verdade, é bem provável que todas as peças que escrevi encontrem no cinema formatos mais adequados.
Mas, retomando a aversão, parte das idéias da peça foram resumidas em 3 poemas:
1.
oilmerica
los sobrinhos de sam
sons of a bush
não ouviram plato
nem joshua, nem cummings
nem chaplin
e aí está
o tipo de nação
que hitler queria
: trocando sangue
por petróleo
metendo os dedos
nos seus olhos
pois é pois é pois é
aquela coisa toda
de hino & bandeira
heróis & winners
na prática não passa
doutro disfarce
da suástica

2.
warmerica
mandar os filhos
& os filhos dos filhos
dos filhos dos filhos
dos sobrinhos de sam
sangrar
& singrar
até que cada família
tenha uma tristeróica
tristestória
pra contar

& cantar

& um filme
sobre suas vidas
& mortes
umas medalhas
uns bons contatos
carros & mansões
uns oscars
quem sabe um nobel
pra variar

esqueçam cristo
: é abraham lincoln
quem vai voltar

3.
o fim do world trade center
paiê, meu denti tá móli
tsunami
mas eu não brinco mais de boneca
sadam condenado à forca
ele preferia o fuzilamento

O primeiro, um eco do bit niponizado do antigo elevado da 6ª Avenida na testa do titio. O segundo, mera realidade. O terceiro, escrito entre os dois, em 2004, foi o que me deu mais problemas. Dois, principalmente: um professor americano que me jurou de cadeira elétrica e um pastor que me acusou de heresia, criativo que só. Mas agiram como verdadeiros Osamas, através da Internet, fazendo com que seus asseclas entupissem minha caixa de entrada com trilingües insultos. Tive de mudar meu número de telefone e cancelar dois endereços de e-mail, além de despublicar vários textos, cancelar um site e ainda perder contato com muitas pessoas que recebiam, eletronicamente, poemas que eu enviava desde 1998.
Então, neste 2008, a dupla foi tomada pela febre Obama, oxalá boa, desistindo de tentar me ferrar. O pastor, através do filho, via Myspace, até me pediu desculpas, teria entendido tardiamente as mensagens, movido pela tristeza de ter um sobrinho apodrecendo no Iraque. O professor, segundo uma conhecida, teria escrito um surpreendente artigo sobre o novo presidente dos USA.
Como um cessar fogo.
Espreitantes barbas de molho em mau agouro.
Pois é.
A Obama’s Newage está levando todas estas coisas que até agora fiz você ler para o fundo do fundo do fundo do lixo. E, sinceramente, acredito, mesmo, que não vou precisar reciclá-las. E você também, - isto é uma ordem - tenha certeza disso.
Às valas!
lucas de meira
www.lucasdemeira.blogspot.com

O texto acima, escrito em 20 de dezembro de 2008, foi censurado 5 vezes no Overmundo (
www.overmundo.com) da última vez, dias depois de ter sido, enfim, votado e publicado. Overmundo, cujo objetivo seria “servir de canal de expressão para a produção cultural do Brasil e de comunidades de brasileiros espalhadas pelo mundo afora tornar-se visível em toda sua diversidade, disponibilizando músicas, filmes, textos, comentando tudo e trocando informações de modo permanente, onde todo(a) cidadã(o) brasileiro pode contribuir para promover todos os aspectos da nossa produção cultural que lhe interessem”, patrocinado pela Petrobras, por meio do Programa Petrobras Cultural e dos mecanismos de incentivo fiscal do Programa Nacional de Apoio à Cultura / Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), do Ministério da Cultura.
Conheça também:
www.blocosonline.com.br
www.gargantadaserpente.com
www.germinaliteratura.com.br
www.poemar.com
www.recantodasletras.uol.com.br
www.usinadeletras.com.br

FÁBIO GUIBU
da Agência Folha, em Garanhuns e Caetés (PE) - EXTRAÍDO DA FOLHA ON LINE - 23/01/2009 - 07h38

Nunca na história deste país a vida de um retirante nordestino eleito duas vezes presidente da República havia sido retratada em filme. Isso começou a mudar esta semana, no Agreste de Pernambuco, com o início das filmagens de “Lula, o Filho do Brasil”, longa de Fábio Barreto com estreia comercial prevista para janeiro de 2010, ano de sucessão presidencial.

Classificado pelo diretor como “um drama épico sobre uma certa família Silva”, o filme, orçado em R$ 12 milhões, retrata a vida do presidente e de seus familiares, do nascimento de Lula, em 1945, até a morte da mãe, Eurídice Ferreira de Melo, a dona Lindu, em 1980.

Baseado no livro homônimo da historiadora Denise Paraná, publicado em 1996, “Lula, o Filho do Brasil” tem como protagonista o pouco conhecido ator de teatro Rui Ricardo Diaz.

Diaz será um dos cinco “Lulas” que aparecerão no filme. Além dele, interpretarão o mesmo papel um bebê de três meses, um menino de dois anos, outro de sete e um adolescente de 13. Precavida, a produção providenciou ainda mais dois reservas, para o bebê e para o menino de dois anos.

As primeiras gravações foram feitas em Caetés (a 250 km de Recife, PE), ex-distrito de Garanhuns, terra natal do presidente. As cenas iniciais mostram dona Lindu, interpretada pela global Glória Pires, dando à luz o futuro presidente.

Luiz Inácio cresce em meio à seca, e a saga dos Silva no Agreste só termina quando Lula, 7, embarca com a mãe e seis irmãos em um pau-de-arara, com destino a São Paulo. A cena da saída, gravada sob o sol forte do meio-dia, foi repetida 12 vezes ontem até ser aprovada.

O filme vai mostrar ainda a trajetória operária de Lula e também seus dois casamentos, com Lurdes e Marisa Letícia. Para o papel da primeira mulher foi escolhida a filha de Glória, Cléo Pires. Já a atual primeira-dama do país será interpretada pela atriz Juliana Baroni, ex-paquita Catuxa Jujuba.

A previsão é que as gravações terminem no dia 21 de março. De setembro a dezembro, a obra participará de festivais internacionais e, em janeiro, entrará no circuito comercial. Segundo Fábio Barreto, há possibilidade de lançamento simultâneo na América do Sul.

Para ele, a coincidência entre a estreia e o ano eleitoral não passa mesmo disso: uma coincidência. “Vamos mostrar uma história humana, não um filme chapa-branca, feito para puxar o saco do presidente”, disse.

“Quem espera um filme político pode esquecer, ele é completamente separado da efervescência eleitoral.” Ainda segundo Barreto, a produção não utilizou nem um centavo de incentivos ou recursos públicos.

Diaz, o Lula adulto do filme, afirma que nem chegou a pensar numa eventual influência do filme na eleição ou vice-versa. “A gente fala de um Lula apartidário, quase apolítico”, disse. “Ele não tem partido, não é de esquerda nem é comunista. Está num movimento e surge como liderança”, afirmou.

O ator, que não diz em quem votou para presidente, engordou oito quilos para o papel e, com a ajuda de uma fonoaudióloga, treina para reproduzir a voz rouca de Lula. “Tenho que ser discreto, não posso ser caricato”, disse. “O tom precisa ser sugerido, porque isso é uma característica forte dele, mas não pode ser estereotipado.”

Eleitora de adversários do presidente nos dois últimos pleitos, Glória Pires confessa que não sabia “nada” sobre a vida de Lula antes do seu engajamento político e que, com o filme, aprendeu a admirá-lo.

Para ela, a obra pode, sim, ajudar a consolidar a popularidade do presidente. “Mas não vejo nenhum problema nisso, porque ele já é um fenômeno de popularidade”, declarou.

Bem Vindos

Sexta, 19 de Dezembro de 2008

Bem vindos. Mais informações em www.quixoteart.com.br

BEM VINDO!

Sexta, 22 de Agosto de 2008

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Sexta, 22 de Agosto de 2008

Abertura das Comemorações dos 10 anos do Jornal Quixote.

10 anos de Jornal Quixote - Abertura do Espetáculo a tarde Com Luciano Lacerda

Luciano Lacerda no Canal da Música dia 15/08/2008.